Depósitos no Céu: Cuidando da sua conta de boas obras
- Bispo Jalmir Silva Pinto
- 16 de nov. de 2025
- 3 min de leitura
O ministério pastoral exige constante investimento de tempo, talento e paixão. Mas, ao olharmos para a eternidade, onde temos investido nossos depósitos mais valiosos?
A Palavra de Deus nos convoca a uma reflexão profunda sobre nossas ações, especialmente sobre a prática do bem.
O Alerta do Rei Ezequias

A história do Rei Ezequias nos confronta com a urgência da vida. Em Isaías 38:1, o profeta Isaías chega com uma sentença dura:
“Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás.”
À beira da morte, desenganado e sem perspectiva, Ezequias não reivindicou bens ou poder, mas sim suas boas obras. Ele orou a Deus e invocou a memória de seu "depósito espiritual". Deus, em Sua misericórdia, lhe acrescentou anos de vida e saúde. Essa passagem não é sobre barganhar com Deus, mas sobre a relevância das nossas ações na perspectiva divina.
O Conceito de “Errar o Alvo” e a Prática do Bem
É inegável que, como seres humanos, cometemos erros. O pecado, biblicamente, é "errar o alvo". Mas, além dos erros cometidos por fragilidade, a Bíblia nos dá um alerta sobre a omissão:
“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.” (Tiago 4:17)
O chamado é claro: devemos fazer o bem sempre que a oportunidade surgir. Salomão nos lembra que o tempo de agir é agora:
“Tudo o que você tiver de fazer faça o melhor que puder, pois no mundo dos mortos não se faz nada, e ali não existe pensamento, nem conhecimento, nem sabedoria.” (Eclesiastes 9:10)
O Tesouro Imperecível
O Senhor Jesus nos ensinou que nossos investimentos devem ter valor eterno. O que fazemos na Terra deve gerar frutos no Céu:
“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam.” (Mateus 6:19-20)
Sempre que fazemos o bem, a Palavra garante que estamos fazendo um "depósito espiritual" (Mateus 6:4). Como líderes, a pergunta é: Você tem investido seu tempo, seus talentos e seus bens na arte de fazer o bem? Qual obra você está realizando para Deus neste momento?
Quem é o nosso próximo? As prioridades do Bem
É impossível servir a Deus, sem servi-Lo através do nosso próximo. Mas a quem devemos priorizar? A Palavra estabelece círculos de responsabilidade:
Cuidado Pessoal e Doutrinário: Primeiro, cuide de si mesmo e da sua doutrina. “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina...” (1 Timóteo 4:16).
Cuidado com a Família: A omissão aqui é grave. “Aqueles que não cuidam dos seus, especialmente dos de sua própria família, negaram a fé e são piores que os descrentes.” (1 Timóteo 5:8).
Cuidado com a Família da Fé: Temos uma responsabilidade especial com a Igreja. “...sempre que tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé.” (Gálatas 6:10).
Cuidado com Todos: Não podemos limitar a caridade. “Não deixe de fazer o bem àqueles que precisarem, sempre que isso estiver ao seu alcance.” (Provérbios 3:27).
Fé sem obras é morta
O apóstolo Tiago resume o risco da omissão. A fé não é apenas uma declaração, mas uma ação.
“...a fé é assim: se não vier acompanhada de ações, é coisa morta.” (Tiago 2:17)
Não nos cansemos de fazer o bem. No momento certo, colheremos as bênçãos, se não desistirmos (Gálatas 6:9).
Cuide dos seus depósitos no céu!
Deus abençoe sua jornada e seu ministério.

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