RECONCILIAÇÃO: Somos devedores de um Amor sem Preço
- Bispo Gabriel Rocha

- 9 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
O ministério da Palavra nos leva ao cerne do Evangelho: a Reconciliação. Em um mundo marcado pela divisão e inimizade, a Palavra de Deus nos lembra que a maior e mais fundamental restauração foi iniciada por Aquele que mais havíamos ofendido: Deus.

O Amor que rompeu a Inimizade
Desde o Éden, o pecado estabeleceu um "muro" de separação entre Deus e a humanidade. O homem caiu em uma condição espiritual de inimizade com o Criador.
"Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; e o seu ouvido não está surdo, para não poder ouvir. Mas as iniquidades de vocês fazem separação entre vocês e o seu Deus..." (Isaías 59:1-2)
A definição bíblica de reconciliação é a restauração completa de um relacionamento, uma troca da condição de inimizade para amizade. E essa iniciativa partiu de Deus.
Em Romanos 5:8, o Apóstolo Paulo revela o ápice desse amor:
"Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores." (Romanos 5:8)
Cristo morreu no tempo certo, na hora exata, por aqueles que eram fracos e ímpios.
A Justificação: Uma dívida Paga por Amor
O processo de reconciliação é chamado de Justificação— tornar justo. O ponto central é que não temos o poder de nos justificar a nós mesmos, apenas podemos apresentar nossas justificativas. Quem decide sobre a justiça é Aquele que foi ofendido: Deus.
C.S. Lewis nos ajuda a entender essa lógica: se olharmos para o pecado como uma dívida impagável, tudo se torna mais claro. Estávamos condenados, mas um Amigo com plenas condições Se dispôs a pagar a nossa dívida.
"Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida!" (Romanos 5:10)
1. Isso nos torna Devedores do Amor
O preço de sangue pago por nosso pecado nos torna devedores. Mas Deus não quer que O retribuamos. Ele quer que retribuamos aos nossos irmãos.
"Não fiquem devendo nada a ninguém, exceto o amor de uns para com os outros. Pois quem ama o próximo cumpre a lei." (Romanos 13:8)
O amor que nos reconciliou é a nossa única dívida permanente. É por isso que o perdão precisa ser incessante. Você entende o "70x7" (Mateus 18:22) agora? A parábola do servo incompassivo (Mateus 18:23-35) ilustra que aquele que foi perdoado de uma dívida gigantesca não tem o direito de agir com rigor diante da pequena dívida do seu próximo.
O amor recebido nos obriga a perdoar "do íntimo".
Este é o verdadeiro avivamento: Corações quebrantados e sedentos por fazer a vontade de Deus, que submetem seus interesses e seus achismos à vontade dEle, sabendo que um preço de sangue foi pago por amor.
2. A importância da Manutenção da Fé
A justificação é mediante a fé, e não por obras, para que ninguém se glorie. É pela fé que obtemos acesso a esta graça.
"Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual obtivemos também acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus." (Romanos 5:1-2)
PRECISAMOS CUIDAR DA FÉ. Sermos fortalecidos, mesmo sendo pastores e mestres. Vivemos dias em que a fé tem se esvaecido. É um paradoxo. A justificação existe sem a fé uma vez que o sacrifício de Cristo já foi consumado, mas ninguém será justificado se não for por meio DELA. Ainda mais, a grande esperança que deve nos alegrar é a certeza da glória de Deus, a eternidade no Céu. Essa esperança não decepciona.
O Termômetro da Fé
A Bíblia nos dá um termômetro para saber se nossa fé está firme: a alegria nas tribulações.
"E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança, a perseverança produz experiência e a experiência produz esperança." (Romanos 5:3-4)
A esperança da eternidade é tão maravilhosa que o crente passa a não se preocupar mais com as coisas deste mundo. As tribulações testam nossa fé, mas não têm o poder de nos separar do amor de Cristo.



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